terça-feira, 26 de junho de 2012

Prefeitura de Nova Iguaçu, incapaz até de formular um concurso

Fonte: O Dia

Está suspenso, até segunda ordem, o concurso da Prefeitura de Nova Iguaçu para cargos de níveis Fundamental, Médio e Superior de escolaridade. Ao todo, 90.633 candidatos concorrem às 2.616 chances, mais cadastro reserva. O anúncio foi feito pela Consulplan, que organiza a seleção. De acordo como o Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ), a isenção da taxa de inscrição concedida a funcionários temporários do município caracteriza favorecimento, o que teria originado a ação civil pública.

A suspensão foi criticada pelo secretário municipal de administração e procurador-geral da Prefeitura de Nova Iguaçu, Augusto Werneck: “A ação é uma medida absurda e leviana. Isso porque fizemos o concurso para atender a uma exigência do próprio MP-RJ, que teve três meses para analisar o edital. No entanto, só agora eles levantaram essa questões? Já estamos recorrendo dessa decisão. Dos quatro mil temporários, só 1.100 foram beneficiados”.

De acordo com a Consulplan, o concurso já estava na fase final para 67 dos 71 cargos oferecidos. Os candidatos estavam sendo submetidos apenas às provas práticas, referentes às funções de auxiliar de serviços gerais II, auxiliar de merendeiro II, merendeiro II e motorista II. O resultado final seria divulgado logo após os exames.

Confira parte da nota da organizadora: “A Consulplan aguarda orientações da comissão do concurso. O processo seletivo não foi cancelado, portanto, não se pode falar em devolução de taxas, mas está suspenso por força de uma liminar”.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Concurso público em Nova Iguaçu atrai menos da metade de médicos que o números de vagas

Apenas 461 profissionais se candidataram para 1.229 ofertas de emprego. Sindicato culpa baixos salários e falta de condições de trabalho. Como querem que algum médico se dedique dessa forma. Só por amor, e pelo juramento. Omissão de socorro para eles também... Salários baixos não é fácil.



Fonte: G1

Se depender do concurso realizado no domingo (3), o atendimento nos hospitais e postos de saúde públicos de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, vai continuar devendo à população. Das 1.229 vagas de médicos oferecidas pelo município, apenas 461 pessoas se candidataram.

A grande maioria das vagas, com 1.144 ofertas, é para o trabalho de 24 horas de carga horária semanal e salário de R$ 1.630,99. Apenas 420 profissionais se interessaram. Para médico PSF, que deve cumprir 40 horas por semana, mas tem salário superior, de R$ 4.050, a procura também não foi grande: houve 41 candidatos para as 85 vagas.

O concurso público ofereceu 2.616 vagas para várias profissões e teve 91 mil inscritos, mas apenas em medicina a procura foi menor do que a oferta. Além disso, outro fato chamou a atenção: embora 20% das vagas tenham sido destinadas ao sistema de cotas, apenas um médico negro se inscreveu no concurso.

O procurador-geral do município de Nova Iguaçu, Augusto Werneck, que também preside a comissão organizadora do concurso, disse que vai insistir: "Vamos tentar melhorar a remuneração e estabelecer um diálogo com as universidades", afirmou Werneck.

O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze, disse que são dois os principais problemas que geram esse quadro: os baixos salários e a falta de condições de trabalho. "Isso expressa a realidade dos fatos e a falta de vontade política para dar condições de atendimento à população. Não vão conseguir contratar ninguém com esse salário. Deve haver uma planilha salarial condizente com a responsabilidade que esses profissionais têm", afirmou Darze.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O lixo de Gramacho irá para Nova Iguaçu

O aterro foi fechado neste domingo após 34 anos de funcionamento pela prefeitura do Rio de Janeiro, com isso prefeitura do Rio irá faturar junto a Petrobrás, e Nova Iguaçu receberá todo lixo. Legal né!  Nova Iguaçu tomando de novo.

Fonte: Band Rio 

Com o fechamento do aterro sanitário de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, as cerca de 400 toneladas de lixo recolhidas diariamente no município de São João de Meriti vão ser direcionadas para o Aterro Sanitário de Nova Iguaçu.


A intenção da Prefeitura de Meriti era mandar o lixo para o aterro de Belford Roxo, cidade vizinha, o que melhoraria a logística, mas por causa de problemas ainda pendentes na documentação, o município teve que optar por Nova Iguaçu. Em São João de Meriti não há nenhum espaço disponível para instalação de aterro sanitário.



O aterro foi fechado neste domingo após 34 anos de funcionamento. O fechamento foi feito pela prefeitura do Rio de Janeiro. No local será instalada uma usina de biogás que transformará o metano, resultante da decomposição do lixo, em gás sustentável. A substância vai substituir o gás natural para fins energéticos e será vendida pela Petrobras

sábado, 19 de maio de 2012

Por falta de pagamento do SUS, Clínicas de Nova Iguaçu podem paralisar atendimento

Olha o ponto que chegou, as clínicas pensam em paralisar o atendimento, coisa que é nosso direito, desde que foi criado o SUS. Ainda querem botar a culpa no governo anterior, não assumem a responsabilidade e por que não procuraram acertar anteriormente.


Fonte: Jornal Extra

As 27 clínicas de Nova Iguaçu que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) respiram por aparelhos. Elas estão sem receber os pagamentos mensais do SUS, não repassados pela Secretaria municipal de Saúde. Os atrasos vêm desde julho do ano passado. Por isso, os proprietários decidirão em assembleia, no próximo dia 23, se vão paralisar os atendimentos pelo SUS na cidade.

Ao todo, a dívida ultrapassa os R$ 10 milhões, segundo o presidente do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde da Baixada Fluminense (Sindhesb), Marcus Camargo Quintella. A maior parte das clínicas não recebe pelos serviços há dez meses. Em abril deste ano, foi paga a parcela de junho de 2011.

- Os atrasos são comuns desde governos anteriores. Porém, eram sempre dois, três meses acumulados. Agora, a situação está crítica - afirma Quintella.

No site do Fundo Nacional de Saúde, ligado ao Ministério da Saúde, estão em dia os pagamentos feitos à Prefeitura de Nova Iguaçu. Abril foi pago no início de maio.

- Só com o dinheiro repassado pelo ministério neste ano, todas as clínicas já teriam sido pagas e ainda sobraria verba. Só queremos saber onde foi parar o dinheiro - diz o presidente.

Sem o pagamento dos serviços prestados, as clínicas começaram a atrasar os salários dos funcionários e dos fornecedores. Há casos de instituições, confirmados pelo sindicato, que já deixaram de atender exames.

- Estou com dificuldades para pagar os meus cem funcionários. Já perdi três dos meus cinco ortopedistas. Também estou devendo fornecedores e o banco, onde fiz empréstimo. Se não receber pelo menos três meses de 2011, não sei como continuarei com a clínica aberta - dise dono de uma clínica, que, com medo de represálias, preferiu não se identificar.

Secretário diz que problema é de governo anterior

De acordo com o secretário de Saúde de Nova Iguaçu, Carlos Henrique M. Reis, os problemas no atraso de pagamento de prestadores e repasses de verbas começaram na gestão passada, não sendo portanto, "situação originada" no atual governo. Os débitos passados, acrescenta o secretário, além do atraso do Ministério da Saúde em repassar o dinheiro, são responsáveis pelos problemas.

Reis disse ainda desconhecer a informação de que algumas clínicas estão deixando de atender a determinados serviços pelo SUS por falta de pagamento. Questionado se há previsão para que os repasses atrasados sejam pagos, o secretário explicou apenas como funciona o pagamento das unidades.

Os números

R$ 174.733,950,98

Em 2011, o governo federal repassou a verba, por meio do Fundo Nacional de Saúde, para a Prefeitura de Nova Iguaçu.

R$ 124.336.369,22

Destes recursos, R$ 124.336.369,22 deveriam ser aplicados nos serviços de média e alta complexidade hospitalar, desenvolvidos por mais de 60% das clínicas.

R$ 53.957.738,43

Somente nos primeiros quatro meses de 2012, foram repassados R$ 53.957.738,43 ao município.

R$ 34.349.753,04

Destes recursos, R$ 34.349.753,04 deveriam ser aplicados nos serviços de média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar. 

R$ 2,04

Pela tabela, o SUS paga R$ 2,04 por consulta de clínica médica, R$ 5,15 por eletrocardiograma, R$ 24,20 por uma ultrassonografia abdominal total e R$ 30 por um exame de ergonometria.

12 creches foram obrigadas a encerrar suas atividades em Nova Iguaçu. Por falta de recursos

Mas uma vez as crianças que perdem com tanta irresponsabilidade. Antes era merenda agora 12 creches sem repasse


Fonte: Jornal Extra

Mais de 500 crianças, com até 5 anos, viram as portas de 12 creches comunitárias fecharem nos últimos quatro anos em Nova Iguaçu. No Jardim Guandu, bairro onde o censo do IBGE de 2010 registrou 1.558 crianças com até 5 anos, as únicas duas creches encerraram as atividades em 2009.

Ex-monitora de creche, Alessandra dos Santos, de 31 anos, abandonou o emprego para cuidar dos dois filhos, de 3 e 6 anos, depois de as instituições fecharem. Sem condições de pagar R$ 250, por criança, a uma babá, ela preferiu ser dona de casa.

— Era impossível deixar os meus filhos sozinhos. Não tive outra opção — desabafa.

Segundo o Núcleo de Creches e Pré-Escolas Comunitárias da Baixada Fluminense (Nucrep), somente no entor$da Avenida Abílio Augusto Távora, nove creches teriam fechado desde 2008, incluindo as duas do Jardim Guandu. Os motivos vão desde má-gestão até falta de recursos.

Na casa de Patrícia de Souza, de 26 anos, a falta de creche no Guandu impediu que ela pudesse trabalhar num salão como manicure.

Mãe de três crianças, com idades entre 3 e 7 anos, Patrícia atende clientes em casa, mas admite que o ganho poderia ser o dobro se trabalhasse em local apropriado. O filho mais velho, Pablo, chegou a frequentar uma das instituições do bairro.

— Há três anos, parei de trabalhar fora. Não tenho condições de pagar para alguém ficar com eles, e a creche comunitária mais próxima fica a dois bairros de distância, a cerca de uma hora de caminhada — explica.

Agora, só sobrou uma

No bairro Andrade Araújo, três instituições foram municipalizadas em 2009, porque os administradores alegaram não ter condições de se manter. Hoje, apenas uma existe e atende a 126 crianças.

Exemplo de creche comunitária, a Carlos Martins funcionou durante 24 anos no prédio da Paróquia Santa Rita de Cássia do Cruzeiro do Sul. Porém, com os constantes atrasos no repasse de verba, a paróquia repassou o $para a prefeitura.

Após o fechamento da creche, em dezembro de 2009, a servente de escola Célia da Silva, de 60 anos, conseguiu matricular o neto Alexandre Santos, no jardim de uma escola municipal. O garoto estudava apenas meio período, e, no restante do dia, ficava no trabalho da avó. Atualmente, o prédio que abrigava a Carlos Martins atende alunos da catequese da paróquia aos sábados.

Promessas de unidades escolares

Através de sua assessoria de imprensa, a Secretaria de Educação de Nova Iguaçu alegou que uma das creches do Jardim Guandu oficializou, em 2009, a desistência do convênio porque estava em processo de reestruturação administrativa. Já a outra instituição do bairro, explicou a secretaria, teve convênio com a prefeitura entre 2006 e 2007.

Para a região da Avenida Abílio Augusto Távora, estão sendo construídas cinco unidades escolares de educação infantil. No entanto, de acordo com as autoridades municipais, ainda não há previsão de início das aulas e, tampouco, de quantas vagas serão abertas para as crianças nestas unidades.

A secretaria garantiu ter criado 6.743 vagas de educação infantil desde 2009. Ao todo, 87 escolas municipais oferecem parte destas vagas. Outras 17 instituições são apenas para crianças de 2 a 5 anos, mas cada uma atende numa única faixa etária.

A secretaria informou ainda que a Creche Nossa Senhora da Luz, citada na matéria publicada ontem, está com o prédio interditado porque oferecia risco às crianças. Uma comissão da Secretaria de Educação esteve no local para a aprovação do espaço paroquial onde hoje estão as 46 crianças da instituição.