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sábado, 19 de maio de 2012

12 creches foram obrigadas a encerrar suas atividades em Nova Iguaçu. Por falta de recursos

Mas uma vez as crianças que perdem com tanta irresponsabilidade. Antes era merenda agora 12 creches sem repasse


Fonte: Jornal Extra

Mais de 500 crianças, com até 5 anos, viram as portas de 12 creches comunitárias fecharem nos últimos quatro anos em Nova Iguaçu. No Jardim Guandu, bairro onde o censo do IBGE de 2010 registrou 1.558 crianças com até 5 anos, as únicas duas creches encerraram as atividades em 2009.

Ex-monitora de creche, Alessandra dos Santos, de 31 anos, abandonou o emprego para cuidar dos dois filhos, de 3 e 6 anos, depois de as instituições fecharem. Sem condições de pagar R$ 250, por criança, a uma babá, ela preferiu ser dona de casa.

— Era impossível deixar os meus filhos sozinhos. Não tive outra opção — desabafa.

Segundo o Núcleo de Creches e Pré-Escolas Comunitárias da Baixada Fluminense (Nucrep), somente no entor$da Avenida Abílio Augusto Távora, nove creches teriam fechado desde 2008, incluindo as duas do Jardim Guandu. Os motivos vão desde má-gestão até falta de recursos.

Na casa de Patrícia de Souza, de 26 anos, a falta de creche no Guandu impediu que ela pudesse trabalhar num salão como manicure.

Mãe de três crianças, com idades entre 3 e 7 anos, Patrícia atende clientes em casa, mas admite que o ganho poderia ser o dobro se trabalhasse em local apropriado. O filho mais velho, Pablo, chegou a frequentar uma das instituições do bairro.

— Há três anos, parei de trabalhar fora. Não tenho condições de pagar para alguém ficar com eles, e a creche comunitária mais próxima fica a dois bairros de distância, a cerca de uma hora de caminhada — explica.

Agora, só sobrou uma

No bairro Andrade Araújo, três instituições foram municipalizadas em 2009, porque os administradores alegaram não ter condições de se manter. Hoje, apenas uma existe e atende a 126 crianças.

Exemplo de creche comunitária, a Carlos Martins funcionou durante 24 anos no prédio da Paróquia Santa Rita de Cássia do Cruzeiro do Sul. Porém, com os constantes atrasos no repasse de verba, a paróquia repassou o $para a prefeitura.

Após o fechamento da creche, em dezembro de 2009, a servente de escola Célia da Silva, de 60 anos, conseguiu matricular o neto Alexandre Santos, no jardim de uma escola municipal. O garoto estudava apenas meio período, e, no restante do dia, ficava no trabalho da avó. Atualmente, o prédio que abrigava a Carlos Martins atende alunos da catequese da paróquia aos sábados.

Promessas de unidades escolares

Através de sua assessoria de imprensa, a Secretaria de Educação de Nova Iguaçu alegou que uma das creches do Jardim Guandu oficializou, em 2009, a desistência do convênio porque estava em processo de reestruturação administrativa. Já a outra instituição do bairro, explicou a secretaria, teve convênio com a prefeitura entre 2006 e 2007.

Para a região da Avenida Abílio Augusto Távora, estão sendo construídas cinco unidades escolares de educação infantil. No entanto, de acordo com as autoridades municipais, ainda não há previsão de início das aulas e, tampouco, de quantas vagas serão abertas para as crianças nestas unidades.

A secretaria garantiu ter criado 6.743 vagas de educação infantil desde 2009. Ao todo, 87 escolas municipais oferecem parte destas vagas. Outras 17 instituições são apenas para crianças de 2 a 5 anos, mas cada uma atende numa única faixa etária.

A secretaria informou ainda que a Creche Nossa Senhora da Luz, citada na matéria publicada ontem, está com o prédio interditado porque oferecia risco às crianças. Uma comissão da Secretaria de Educação esteve no local para a aprovação do espaço paroquial onde hoje estão as 46 crianças da instituição.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Dengue 4 chega a Nova Iguaçu

Pneus abandonados e os mosquitos se proliferam por toda Nova Iguaçu, isso é o cúmulo da irresponsabilidade. 
Pneus abandonados na Estrada Velha de Santa Rita, em Nova Iguaçu
Fonte: Jornal Extra

Os moradores de Nova Iguaçu devem redobrar a atenção: o vírus tipo 4 da dengue chegou ao segundo município mais populoso da Baixada Fluminense. Exames realizados em amostras de sangue confirmaram a presença do vírus também em Niterói e no Rio de Janeiro. Nas primeiras cinco semanas de 2012 foram notificados 4.681 casos da dengue no estado. Mas, pelo menos até agora, nenhuma morte. Para o superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria municipal de Saúde do Rio, Márcio Garcia, o crescimento do número de casos de dengue já aponta para uma epidemia, cujo pico deve ocorrer entre março e maio.

Nas cinco primeiras semanas deste ano, o Rio, por exemplo, registrou 2.625 casos da doença, um aumento de 58% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o município registrou 1.628 casos. Os números foram divulgados pela Secretaria municipal de Saúde.

Diante do avanço da doença, a Prefeitura de Nova Iguaçu, através da Coordenação de Vigilância Ambiental, vem aumentando, por exemplo, a coleta de pneus em desuso para ajudar no combate à dengue. Na primeira quinzena de janeiro foram recolhidos cerca de dois mil pneus no município. Abandonado ou armazenado inadequadamente, o material pode se transformar em criadouro do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

Sem imunidade

Existem quatro tipos de vírus da dengue: 1, 2, 3 e 4. Uma vez que uma pessoa adquire dengue por um tipo de vírus, ela adquire imunidade contra aquele tipo, mas não contra os outros. Como o tipo 4 não circulou antes no Brasil, em tese, ninguém está protegido.

Febre e dores

Segundo o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe, todos os vírus produzem sintomas semelhantes: febre, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, prostração e manchas vermelhas no corpo.

Quem teve, cuidado

Alguns estudos apontam para um maior risco de desenvolvimento de formas graves em pessoas que já contraíram dengue anteriormente, o que é particularmente importante no estado do Rio, onde parte significativa da população já teve a doença.

Cartão da dengue

Toda pessoa com dengue deve receber o cartão de acompanhamento da doença. No cartão, constam informações sobre dia, horário e local das reavaliações, como preparar o soro caseiro, os sinais e sintomas de gravidade da doença.

Diagnóstico

O diagnóstico é, na grande maioria das vezes, clínico, através da avaliação dos sinais e sintomas da doença. Em alguns casos, em que o diagnóstico pode não estar tão claro e nos casos graves, são utilizados alguns testes como NS1, Elisa, entre outros.