Já está confirmado a migração, os índices de criminalidade aumentaram em toda baixada principalmente aqui em Nova Iguaçu "UPP na Zona Sul e a Baixada toma no ...."
Os investimentos do governo do Rio, principalmente, na implantação de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) em favelas, têm contribuído para a redução da violência. Mas, quem vive fora da capital, como nas cidades da Baixada Fluminense, convive com situação bem diferente. Para os policiais que trabalham na região, a explicação para a dificuldade em reduzir os principais crimes está na falta de investimentos.
Esse efetivo é 24% menor do que o empregado nas 19 UPPs implantadas na capital em pouco mais de três anos, que é de 3.800 policiais. No Rio, onde há mais de 13 mil PMs, a proporção é de um PM para cada 478 pessoas.
Para se ter ideia, a baixada, formada por 13 municípios, registrou mais homicídios do que a capital em 2011. Foram 1.440 casos contra 1.421 na capital, entre janeiro e dezembro do ano passado, de acordo com o ISP (Instituto de Segurança Pública).
Um sargento da PM, que preferiu não se identificar, reclama.
- A baixada virou abrigo para bandidos que fugiram das UPPs. Trabalho em Nova Iguaçu há mais de dez anos e nunca houve bandidos armados com fuzis. Agora, nas comunidades que ficam na estrada de Madureira, como Grão-Pará, Campo Belo e Sem Terra, isso é comum. Caxias recebeu chefes do tráfico do Alemão e da Penha. Os policiais formados não vêm para cá, vão para as UPPs. A baixada não vai sediar Copa do Mundo, nem Olimpíada, né?
O Batalhão de Mesquita (20º BPM), que cuida da segurança de 1,1 milhão de pessoas em Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis, tem apenas 637 policiais - um para cada 1.761 habitantes da região. O efetivo do Batalhão do Leblon (23º BPM), na zona sul do Rio, era de aproximadamente 800 policiais, no início de 2011, o maior da capital, com proporção de um PM para menos de 300 pessoas - tropa mais de cinco vezes maior em comparação a Mesquita.